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20/02/2019 | Sem consenso, centrais fazem protesto - Valor Econômico

As centrais sindicais não conseguiram consenso em relação à reforma da Previdência e farão hoje um protesto sem a participação da UGT, uma das maiores entidades sindicais do país. A central apoia mudanças nas regras de aposentadoria e não quer se posicionar, neste momento, contra o governo Jair Bolsonaro. Além da falta de unidade, as entidades sindicais enfrentam problemas financeiros e dificuldades para mobilizar os trabalhadores, no primeiro teste dos movimentos populares sob a gestão Bolsonaro. Hoje, oito centrais sindicais marcaram atos contra a reforma da Previdência. O principal será na praça da Sé, em São Paulo, às 10h, no mesmo horário em que Bolsonaro deve levar ao Congresso o texto com as mudanças nas regras de aposentadoria. A data do protesto, porém, foi uma coincidência com o dia da entrega do texto pelo presidente. As centrais tinham a perspectiva de que a reforma seria divulgada dias antes da manifestação.

A possibilidade de convocação de uma greve geral pelas centrais está afastada a princípio, e é considerada como um "erro" pela Força Sindical neste momento. O presidente da CUT de São Paulo, Douglas Izzo, afirmou que o ato de hoje deve ser para construir um calendário de novas manifestações contra a reforma e para começar a "conscientizar" os trabalhadores. "O governo já demonstrou que não preza pelo diálogo. Só nos resta organizar e fazer a luta política", disse. "Precisamos iniciar o debate, conscientizar sobre os riscos e aglutinar forças", afirmou. A expectativa das centrais é de reunir cerca de 10 mil pessoas no protesto no centro de São Paulo, no ato organizado pela CUT, Força Sindical, CTB, CSB, CGTB, CSP, Intersindical e NCST.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, disse que as mobilizações devem ir até meados do ano, quando está prevista a votação da reforma da Previdência, mas defendeu o diálogo com o Congresso e o governo. "Precisamos fazer o debate de propostas, para não ficar só como 'do contra'", afirmou. "Uma greve geral agora seria um erro. É prematuro e seria uma postura infantil da nossa parte", disse Juruna. "Tem que ter debate". Na quinta-feira, dirigentes das centrais devem se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em São Paulo, no escritório da Presidência, para discutir o texto e negociar eventuais mudanças na proposta.

O dirigente da Força Sindical afirmou que as centrais têm enfrentado percalços depois do fim da contribuição sindical obrigatória, extinta no ano passado com a reforma trabalhista, e com a alta taxa de desempregados no país, que reduz a arrecadação das entidades sindicais. "Se fosse em outros tempos, anunciaríamos o protesto contra a Previdência em jornais, rádios, por exemplo. Agora não dá para fazer isso. É só o panfleto e a porta de fábrica." O presidente da UGT, Ricardo Patah, disse que a entidade defende mudanças nas regras da aposentadoria e que, por isso, não vai se unir às outras centrais no protesto. "A reforma da Previdência é necessária, especialmente nos Estados. Não somos contra os servidores públicos, mas é preciso acabar com os privilégios", afirmou. "Seria hipocrisia, demagogia a UGT participar dos protestos", disse Patah.

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