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19/02/2019 | Escolaridade maior elevou renda média em 12% - Valor Econômico

O aumento da escolaridade da população brasileira fez crescer a parcela de trabalhadores com mais anos de estudo no mercado de trabalho e elevou em 12% a renda média dos ocupados entre 2012 e 2018, segundo exercício feito pelo Banco Central (BC). O estudo foi publicado em um anexo do Boletim Regional do BC, divulgado na sexta-feira, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De 1992 a 2018, aumentou de 5,8 para 9,9 a média de anos de estudo da população ocupada no Brasil. Um dos efeitos desse movimento foi o crescimento da parcela de trabalhadores que têm pelo menos o ensino médio, enquanto a fatia dos que têm até o ensino fundamental completo caiu. Passou de 15% em 2012 para 20,1% em 2018 o percentual de trabalhadores na população ocupada com superior completo. O grupo com ensino médio aumentou de 35,6% para 39,3% do total, enquanto aquele com fundamental completo caiu de 17,2% para 14,7%. Já a parcela daqueles com fundamental incompleto saiu de 26,8% para 22,6%. Para entender o impacto da maior escolaridade no rendimento médio da população ocupada, o BC fez um exercício em que simula qual seria a renda se nada tivesse mudado, ou seja, se a estrutura de escolaridade em 2018 fosse a mesma de 2012. O BC concluiu que a diferença entre o rendimento observado e aquele resultante do exercício foi de 12%, o que "corrobora a relação entre ganhos de rendimento e maiores níveis de instrução".

O estudo da autoridade monetária pondera que outros atributos - como anos de experiência, total de horas trabalhadas, atividade, localização e vínculo formal/informal - também têm impacto nos rendimentos. Incluídas na equação variáveis como rendimento médio por hora em relação aos anos de experiência e grau de instrução, o BC concluiu que, em média, o nível fundamental adiciona 38% ao rendimento por hora do trabalhador, o médio acrescenta 66%, e o superior agrega 243% em relação a um trabalhador sem instrução. "Tais resultados corroboram o impacto positivo do avanço da escolaridade nos salários observado nos últimos anos", diz o BC, observando que eles estão de acordo com o esperado e com a literatura sobre o tema.

O estudo ainda observa que o tempo de experiência - que faz aumentar o rendimento para todos os níveis de escolaridade - tem maior efeito sobre o nível superior, à medida que facilita as progressões na carreira e o acesso a melhores oportunidades. Cada ano de experiência adiciona, em média, cerca de 1,7% ao rendimento por hora dos ocupados com nível superior ante acréscimo de 1% aos demais níveis de escolaridade. Outro dado, que não está no estudo do BC, mostra que entre 2012 e 2018, período que contém uma forte recessão (de 2014 a 2016), o desemprego aumentou para todas as faixas, mas no saldo desse período específico aumentou menos para a população com maior escolaridade.

Enquanto a taxa de desemprego dos trabalhadores com nível superior subiu 1,6 ponto percentual, para 5,9%, a dos com ensino médio subiu 3,7 pontos, para 13,2%, e a daqueles com fundamental cresceu 4,8 pontos, para 13,5%. O BC destaca outro ponto na evolução da escolaridade do brasileiro, que é geracional. Dos nascidos entre 1970 e 1974, apenas 1,8% havia concluído o nível superior quando completaram 20 a 24 anos. Na geração seguinte, dos nascidos entre 1990 e 1994, 6,6% concluíram essa fase do ensino na mesma faixa etária. "A escolaridade de uma geração tem impacto de longo prazo, em gerações futuras, considerando que filhos de pais mais escolarizados têm mais chance de terem níveis educacionais mais elevados", diz o BC.

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