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18/02/2019 | Mercado já mostra recuperação e atinge máximas históricas - O Estado de S. Paulo

O mercado financeiro começa a dar sinais de recuperação. Essa retomada começou no fim de dezembro e em janeiro atingiu altas históricas tanto no mercado local quanto no global. No mês passado, foi possível verificar um movimento de retorno dos investidores estrangeiros, que tinham retirado recursos da Bolsa brasileira nos últimos anos diante do cenário de incertezas políticas e econômicas.

Nem mesmo o tombo nos papéis da Vale, que despencaram cerca de 11% no mês passado, reflexo do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), foi capaz de atrapalhar o bom momento do mercado nacional. “Janeiro foi um mês excepcional para os mercados, com o humor positivo não só por aqui, mas no mundo inteiro”, avalia o professor Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.

De fato, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou em janeiro um crescimento de 10%, superando a marca de 97 mil pontos. Conforme dados compilados no site da BMFBovespa, em janeiro do ano passado, o índice acumulava 84 mil pontos e, no ano anterior, 64 mil. Apesar de bem abaixo do patamar atual, os montantes desses dois últimos anos são bem superiores aos de anos anteriores e representam um bom início de recuperação, já que desde 2011 os meses de janeiro têm apresentado quedas sucessivas.

Janeiro foi um mês excepcional para os mercados, com o humor positivo não só por aqui, mas no mundo inteiro” Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper. “As empresas apanharam muito no Brasil nos últimos anos, com um mercado contido devido à crise financeira, à alta carga tributária e a muitos custos financeiros. E agora há uma expectativa de que ocorram algumas mudanças”, explica o professor Silvio Paixão, da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

Confiança no cenário macroeconômico e expectativa em relação à agenda reformista adotada pelo novo governo foram alguns dos fatores que contribuíram para esse bom desempenho. De acordo com especialistas, a articulação política do governo brasileiro para apresentar uma reforma da Previdência ambiciosa foi um fator extremamente positivo para que investidores voltassem a ter interesse no mercado nacional. “O mercado trabalha em cima de notícias. Se são boas, os indicadores sobem. Se são ruins, eles caem”, avalia Paixão.

No mercado externo, explicam os especialistas, o FED (Banco Central americano) decidiu barrar a alta de juros da economia americana. “A decisão do FED de não aumentar os juros é positiva para as economias emergentes”, explica o professor Paixão.

Isso ocorre porque os títulos da dívida americana são considerados os mais seguros. Então, se os juros por lá sobem, os investidores levam recursos alocados em países emergentes para os Estados Unidos. Agora, se as taxas americanas ficam mais baixas, deixam de ser atraentes e investidores preferem se arriscar em economias emergentes com a possibilidade de ganhos maiores.

CENÁRIO INTERNACIONAL

Além disso, os governos americano e chinês decidiram colocar panos quentes na disputa comercial entre os dois países, que o mercado trabalha em cima de notícias. Se são boas, os indicadores sobem. Se são ruins, eles caem” Silvio Paixão, professor da Fipecafi

se estende desde o início do ano passado, e a China adicionou liquidez à sua economia. “É importante destacar ainda que nos Estados Unidos o presidente Donald Trump chegou a um acordo para desamarrar esse nó em relação à aprovação do orçamento americano”, lembra o professor Viriato.

A conjunção de todos esses fatores levou, além da alta no Ibovespa, à valorização do real ante o dólar, que fechou o mês em queda de 1,77%, cotado em R$ 3,65, menor patamar desde outubro de 2018, quando o processo eleitoral derrubou a cotação da moeda.

E não foi só a Bolsa brasileira que começou o ano com sua cotação no azul. Em Nova York, por exemplo, as bolsas tiveram o melhor janeiro desde a década de 1980, com o S&P 500 registrando alta de 7,87%, enquanto Nasdaq se valorizou 9,74% no mês. “Assim também aconteceu nos mercados emergentes como um todo, que sentiram os efeitos do bom momento da economia mundial”, comenta Viriato.

Vale destacar ainda que os mercados internacionais de um modo geral tiveram alta de 13% na média desde o fim de dezembro; na mesma linha, o Ibovespa acumulou alta de 14% no mesmo período, sendo mais de 10% apenas em janeiro. “O mercado tem enxergado uma mudança de paradigma, tanto dos juros do lado do crédito quanto em relação a mais empregos, e isso tem reflexo positivo em todo o mercado”, considera Paixão.

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