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18/02/2019 | INSS investe em digitalização e fim de cargos políticos para combater fraude - O Estado de S. Paulo

O INSS vai investir na digitalização das análises de benefícios para combater fraudes e zerar afila de espera por aposentadorias, que hoje chega a 2 milhões de pedidos, segundo o presidente do órgão, Renato Rodrigues Vieira. Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, ele informou que vai enxugara estrutura burocrática do órgão, que tem cinco superintendência se 104 gerências executivas–ques ervem, segundo ele, para abrigar indicações políticas de aliados do governo. “Faremos um processo seletivo (para esses cargos) e apenas funcionários de carreira participarão.”

Vieira assumiu o órgão com quatro principais desafios: implementar as medidas antifraude elaboradas pelo governo na Medida Provisória (MP) 871 – que incluem um amplo pente-fino em benefícios –, digitalizar os processos, modernizara gestão e reduzira judicialização. O INSS paga anualmente R$ 92 bilhões em benefícios concedidos pela via judicial (cerca de 15% do total), a maioria de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez.

O presidente reconhece que hoje o órgão não consegue cumprir o prazo máximo de até 45 dias para dar resposta sobre o pedido de um benefício, o que contribui para a judicialização. Mas ele afirma que há também necessidade de uniformizar interpretações da lei em diálogo com órgãos de controle e o Judiciário e de coibir fraudes que induzem os juízes a erro. “Há uma profissionalização da fraude, então precisa haver profissionalização ainda maior do controle ”, diz.

OINS Sé o único órgão do governo que ainda tem uma tramitação de processos totalmente em meio físico, o que implica às vezes em envio de documentos de um Estado para outro e uma burocracia enorme por trás do serviço prestado. Isso amplia as brechas disponíveis aos chamados “atravessadores”, que orientam pessoas a pedirem benefícios a que elas não têm direito e contam até mesmo com ajuda de funcionários das próprias agências do INSS.

A digitalização, segundo Vieira, vai ajudara fecha ressas portas de entrada para as fraudes, em conjunto coma centralização da análise dos pedidos de benefício em equipes que se especializarão nesse trabalho. Elas poderão atuar até de maneira remota. “Temos um projeto de tornara análise cada vez mais impessoal edes territorializada ”, afirmou.

A racionalização das atividades também envolve o corte no número de unidades gestoras que não atendem à população. A ideia é reduzir o número de pessoas envolvidas na burocracia interna do INSS – hoje, um terço da equipe cuida de tarefas como pagamento da folha e concessão de férias de servidores. “É preciso fazer mais com menos”, disse.

 

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