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15/02/2019 | Economia começa 2019 em expansão, mas ritmo é moderado - Valor Econômico

Os indicadores antecedentes e coincidentes já disponíveis para o mês de janeiro sugerem que houve avanço da atividade no começo de 2019. Os analistas avaliam, porém, que esse crescimento apenas devolve parte do mau desempenho do quarto trimestre e que os sinais continuam sendo de comportamento fraco da economia neste início de ano. Com a expectativa de aceleração da recuperação cíclica novamente adiada, os economistas agora se questionam se esse efeito será transitório ou permanente. Há quem já espere um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na casa de 2% e quem ainda mantenha projeção acima de 2,5%, aguardando novos dados de atividade. Conforme indicadores divulgados por entidades setoriais e dessazonalizados pela Tendências Consultoria, em janeiro, a confiança da indústria da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 2,7% e as vendas de veículo divulgadas pela Anfavea aumentaram 1,7%.

O tráfego de veículos pesados estimado pela Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) avançou 1,8%, a expedição de papelão ondulado da ABPO cresceu 1,1% e o Índice de Gerente de Compras Industrial (PMI, na sigla em inglês) para o Brasil do subiu 0,2%, sempre na comparação com o mês anterior. Entre os antecedentes do varejo, a confiança do consumidor avançou 3%, a venda de veículos divulgada pela Fenabrave subiu 2,9% e o tráfego de veículos leves nas estradas cresceu 1,2%, nas séries ajustadas pela consultoria. "Os dados convergem para um quadro de resultados um pouco melhores em janeiro, mas não parecem indicar um crescimento mais forte nesse começo de ano", avalia Thiago Xavier, economista da Tendências. Ele destaca, por exemplo, que os avanços nos dados da indústria e varejo automotivo e de vendas de papelão vêm depois de quedas registradas nos últimos meses de 2018.

À luz dos indicadores, a Tendências espera alta de 0,9% para a produção industrial em janeiro, na base mensal ajustada, após avanço de 0,2% em dezembro. Na comparação anual, a projeção é de queda entre 0,5% e 0,8%, devido à base forte de janeiro passado, quando a produção cresceu 5,7% sobre janeiro de 2017. Para o varejo, a expectativa também é de desempenho positivo em janeiro, na comparação mensal, embora as vendas de supermercado divulgadas pela Abras ainda não sejam conhecidas. O Itaú Unibanco espera preliminarmente avanço de 0,3% para a produção industrial em janeiro, de 0,7% para o varejo restrito e de 0,5% para o ampliado (que inclui vendas de veículos e material de construção). Pelo ajuste do banco, no mês, o uso de capacidade da indústria caiu 0,5 ponto percentual, a expedição de papelão ondulado subiu 1,3% e a produção total de veículos avançou 2,6%, na comparação mensal. "Os dados do começo do primeiro trimestre mostram alguma alta, mas quando vemos a decepção e a queda observada ao longo do quarto trimestre, ainda são sinais de crescimento num ritmo fraco", observa Artur Passos, economista da instituição. No quarto trimestre, a indústria teve queda de 1,3% em relação ao trimestre anterior, com ajuste, enquanto varejo restrito e ampliado avançaram 0,3% e 0,5%, respectivamente. A taxa de desemprego decepcionou, ficando acima do esperado, em 11,6%.

Para o PIB do quarto trimestre, o Itaú tinha estimativa de alta de 0,1% em relação ao terceiro, mas agora tem viés de baixa para esse número, após a surpresa negativa no varejo em dezembro. "Pode ficar estável, no fim das contas", antecipa Passos. A Tendências também projeta PIB estável nos últimos três meses do ano passado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga as contas nacionais de outubro a dezembro no próximo dia 28. O Bradesco chegou a prever queda para a indústria em janeiro, mas, conforme os dados antecedentes foram divulgados, ajustou seu número e agora espera estabilidade para a produção. Mas os dados de fevereiro já disponíveis - emplacamento de veículos, balança comercial e consumo de energia - estão andando de lado ou caindo, conta Igor Velecico, economista do banco. "Os dados que têm saído indicam uma economia se expandindo devagar. Isso é compatível com um crescimento do PIB no primeiro trimestre um pouco mais fraco", diz Velecico. Em meados de janeiro, o Bradesco reduziu sua estimativa para o PIB do período de 0,7% para 0,3%. Para o quarto trimestre, a previsão do banco é de 0,1%. Os economistas se perguntam então por que, mesmo com juros a 6,5% há quase um ano, o crescimento mais forte da atividade não está acontecendo. "Há um confronto entre fundamentos bons e dados correntes fracos", afirma.

Entre os fundamentos favoráveis, Velecico cita a a redução do endividamento de famílias e empresas, a melhora da concessão de crédito, a maior propensão para o consumo com a recuperação do mercado de trabalho e a queda do risco-país, entre outros. Por outro lado, o governo está reduzindo gastos, o que tende a ter efeito cascata sobre Estados e municípios e pesar sobre a demanda no curto prazo. Além, disso, o mundo também desacelerou. "Ainda não está claro se são fatores permanentes ou temporários que estão fazendo o crescimento ficar mais baixo. Precisaremos dos dados de março e abril para desfazer essas incertezas", avalia o economista. Por ora, o Bradesco mantém sua estimativa para o PIB no ano em 2,8%. Menos otimistas, Tendências e Itaú projetam crescimento de apenas 2% em 2019, abaixo da mediana do mercado, que está em 2,5%, segundo o Focus. "Parece que a recuperação que viria com uma melhora das condições financeiras que observamos no quarto trimestre e com a redução da incerteza política vai ficando para depois, mais para o segundo, terceiro trimestre", diz Passos, do Itaú. "A decepção com os dados de atividade pode reforçar a percepção de que o juro neutro da economia é mais baixo e os estímulos monetários não estão tão fortes quanto se imaginava."

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