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13/02/2019 | A destruição criativa do trabalho - O Estado de S. Paulo

Um estudo da Universidade de Brasília sobre profissões, trabalho e emprego no Brasil diz que 25 milhões de trabalhadores formais estão em vagas com probabilidade alta de automação na próxima década. Para comparar, é o dobro do número de desempregados no fim de 2018. Outro estudo diz que o impacto da transformação digital no País será o “deslocamento” de 14% das atividades de trabalho até 2030. Deslocamento, no limite, é extinção de certas atividades, com o trabalho humano sendo substituído por software ou máquina.

Há ainda levantamentos que mostram que, nos próximos 15 anos, o trabalho realizado nos países ricos irá produzir muito mais que na periferia, mesmo quando for muito mais caro. É o pior dos mundos para um país como o Brasil, ao se levar em conta a falta de eficiência do mercado de trabalho, a baixa performance do sistema educacional e o péssimo histórico das políticas públicas aqui.

A velocidade de deslocamento do trabalho em áreas como serviços – 60% do emprego, no Brasil – será duas vezes maior do que a da transição da agricultura para a indústria no século 20, e várias vezes maior do que a capacidade de reabsorção do capital humano. A destruição de trabalho por tecnologia não é um pesadelo, mas realidade. O sonho são políticas públicas eficazes para lidar com mudanças, criando oportunidades.

É trivial descrever o trabalho que desaparecerá por causa de inteligência artificial, automação e das consequências da transformação digital. Mas é difícil imaginar os novos tipos de trabalho que serão criados. Como se explicaria um engenheiro de software e o contexto do seu trabalho a um agricultor, no começo do século 20, quando o computador ainda nem existia?

Se fosse possível resumir a crise do futuro do trabalho num parágrafo, seria assim: a introdução de tecnologia para aumentar produtividade “desloca” trabalho; automação e robôs diminuem a demanda por trabalho e travam o crescimento dos salários; por um tempo, total de vagas é pouco afetado porque as pessoas se deslocam para postos de menor produtividade. O problema é que esse “por um tempo” fica cada vez menor.

Também é possível descrever como lidar com a crise do futuro do trabalho: é preciso começar por um ambiente de aprendizado de conhecimento e habilidades demandadas pelo futuro; criar oportunidades de engajamento com o trabalho do futuro e diminuir dificuldades para quem já perde trabalho hoje; e investir na resiliência de economias regionais, tornando-as globais. Tudo fácil de dizer e dificílimo de fazer. Inovação é isso. Em tese, é tudo sempre simples. Na prática, é quase impossível.

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