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12/02/2019 | Varejo e alta renda devem crescer até 10% - Valor Econômico

Os segmentos de varejo e varejo de alta renda devem ter um crescimento entre 8% e 10% nos saldos de investimentos em 2019, após a expansão de 8,1% em 2018. Já o private banking tende a apresentar um desempenho melhor do que o do ano passado, quando houve um crescimento na casa dos 11%. As estimativas são de representantes da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), ao comentar o desempenho do ano passado, quando os volumes totais chegaram a R$ 2,9 trilhões, com expansão de 9,3%. Segundo Claudio Sanches, vice-presidente do comitê de varejo da entidade, embora na base da pirâmide a caderneta de poupança ainda seja predominante, deve haver uma aceleração na mudança de mix dos investidores, com o juro básico em 6,5% ao ano. "O ano já se iniciou com a Selic lá em baixo e a gente percebe que o cliente do varejo tradicional e de alta renda começa a buscar alternativas que entreguem rentabilidade melhor. O investidor já tenta entender mais o risco, então a tendência é de crescimento se nenhum fator exógeno ocorrer na economia." No ano passado, o varejo e o varejo de alta renda cresceram 8,1%, para R$ 1,831 trilhão, num período em que a Selic média foi de 6,4%. Em 2017, quando a taxa básica média da economia foi de 9,9%, a expansão tinha sido de 11,4%.

Os fundos de investimento e a poupança foram tiveram os maiores aportes do varejo em 2018 em relação ao ano anterior, com altas de 10,8% e de 10%, respectivamente. A caderneta mantém ainda a maior parcela de recursos aplicados (39,9%), com R$ 730 bilhões, seguida pelos fundos (32,5%), com R$ 595,9, e pelos títulos e valores mobiliários (27,6%), com R$ 504,7 bilhões. Para Sanches, a tendência no varejo é de uma maior disseminação dos fundos multimercados. "É uma porta de entrada para quem gosta de experimentar o risco. Há uma tendência grande de a indústria cada vez mais baixar os tíquetes para dar entrada para clientes do varejo tradicional", disse. Outra modalidade que deve ganhar importância, ao seu ver, é a aplicação no Tesouro Direto após os bancos seguirem a política das plataformas de investimentos independentes, de não cobrar pelo serviço. Para o segmento de alta renda, a percepção do executivo é que a renda variável e as debêntures devem ganhar peso maior, na esteira do que já ocorre no private banking. Ao se considerar os dados da previdência aberta, o segmento de private banking fechou 2018 com R$ 1,081 trilhão sob seu guarda-chuva, com alta de 11,6% em relação a 2017.

Para João Albino, presidente do comitê de private banking da Anbima, a percepção de que a atividade de mercados de capitais vai ganhar impulso neste ano deve contribuir para outro ano bom para a área de fortunas, com crescimento acima da variação da Selic. A sua expectativa é que deve haver mais ofertas de ações, bem como uma maior movimentação na área de fusões e aquisições, tradicionais eventos de geração de riqueza. "Se não mudar a temperatura e pressão da economia, [o private] deve superar 2018. O ano já começa com um 'mood' melhor, as pessoas estão muito atentas para retomar investimentos de forma geral", disse. Para o executivo, a tendência é o público mais endinheirado cada vez mais sair da renda fixa e buscar alternativas em fundos de ações, de private equity e imobiliários. "A gente já vê o cliente buscando ativos de prazos mais longos, e a previdência deve continuar crescendo." Albino também vê uma disputa mais acirrada por esse tipo de investidor, uma referência indireta à tomada de mercado liderada por agentes autônomos vinculados a plataformas de investimentos, que passaram a perseguir esse perfil. "O velho rouba-montes vai continuar, resultando em margens menores para a indústria.

Os bancos vão buscar escala para compensar perdas de margens, vão trabalhar mais eficiência e tecnologia." Conforme citou o executivo, a tendência no setor é ter uma visão completa do cliente, cuidar desde serviços bancários, passando pela alocação global até fusões e aquisições, seguindo o conceito de atendimento europeu de cuidar da família e dos negócios. No private banking, que engloba os investidores com, no mínimo, R$ 3 milhões em ativos financeiros, o volume de recursos cresceu 11,6%, totalizando R$ 1,1 trilhão. Entre as 121 mil contas ativas, as aplicações em previdência aberta avançaram 19,2%, para R$ 114,6 bilhões, enquanto os fundos de investimento tiveram incremento de 14,7%, para R$ 517 bilhões. Na carteira de renda fixa, com alta de 7,2%, as debêntures se destacaram, com volume total de R$ 22,4 bilhões, 33,5% maior do que em 2017. Para Albino, a previdência vai continuar crescendo, mas a expectativa é que haja uma acomodação para uma fatia entre 12% e 14% do estoque, salvo se o Congresso aprovar mudanças na legislação dos fundos fechados. As medidas em estudo preveem a instituição do come-cotas, o imposto semestral, e tratamento de pessoa jurídica para fundos de participação (FIP) familiares. A avaliação da Anbima é que esse tema, por ora, não é prioridade no governo, às voltas com a reforma da Previdência.

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