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07/02/2019 | Pequenas empresas visam reforço de identidade com lojas próprias - O Estado de S. Paulo

Neste mês, a marca brasileira de chocolates Dengo prevê a abertura de sua sétima loja. A empresa, criada há um ano e meio, chama a atenção não apenas pelo ritmo de expansão, mas também pela estratégia adotada para promovê-la: todas as lojas são próprias.

Para os empreendedores do varejo físico, do ponto de vista do capital, há três principais formas de abrir novas lojas: ter um sócio, migrar para franquias ou investir em unidades próprias, quando o dono toma para si toda a responsabilidade financeira (e também de gestão). Além da Dengo, são exemplos a marca de decoração Dunelli, com sete lojas em São Paulo; a de cama, mesa e banho Blue Gardenia, com cinco unidades; e a de pão de queijo Formaggio Mineiro, com três lojas na capital.

Assegurar a identidade da marca é o motivo número um para adotar o modelo. “Negócios que têm o compromisso de comunicar uma causa tendem a priorizar o crescimento responsável, e não a qualquer custo”, diz o sócio da Dengo, Estevan Sartoreli, que prevê três lojas novas no primeiro semestre. A Dengo nasceu como um negócio de impacto social. A empresa tem como fornecedores pequenos produtores de cacau da Bahia e alia o fortalecimento da região com a comercialização de chocolates 100% nacionais.

“É preciso ter total conhecimento do negócio para trazer terceiros como parceiros e ter pelo menos dois anos de operação para fazer a leitura correta do crescimento”, diz Sartoreli, que conta com a capacidade produtiva de 136 fornecedores para decidir expansão. A marca não divulga valores de lojas.

Com o mesmo modelo, a Formaggio Mineiro deve abrir seis lojas neste ano. A marca, que surgiu em 2009 para atender o varejo, em pouco tempo incluiu o food service. “Depois, quando abrimos a fábrica, tínhamos uma certeza: paramos aqui, não vamos investir em loja”, conta o sócio Marcello Lage. A certeza acabou quando os custos cresceram. “Decidimos aproveitar o espaço ocioso do imóvel, a garagem de 18 m², para abrir uma loja da fábrica com a ideia de cobrir custos do aluguel. Em pouco tempo, percebemos que a loja tinha se tornado um dos nossos cinco maiores clientes. E nós atendemos 600, entre varejo e food service”, lembra.

A segunda e a terceira lojas foram abertas pela irmã de Lage e uma amiga. A parceria funcionou, mas ele decidiu apostar em lojas próprias em 2019 para preservar o conceito. “O cliente entra na loja e ganha um pão de queijo e um café coado. Nossas atendentes são orientadas a não incentivar a compra, mas explicar o produto. O resultado é um tíquete médio de R$ 35 por pessoa”. Para Lage, é difícil reproduzir o conceito quando “é a planilha que manda”. O custo total para abrir uma loja da Formaggio Mineiro, da obra ao capital de giro, é de R$ 140 mil. E a loja da fábrica tem faturamento médio de R$ 100 mil por mês.

O professor do ProCED – núcleo de estudos e pós-graduação em gestão de PME da Fundação Instituto de Administração (FIA) – Edson Barbero analisa que a execução da estratégia é fundamental para expandir. “Mesmo com loja própria, será outra pessoa quem vai executar o conceito, como o gerente. O empreendedor terá de inspirar essa pessoa a seguir as mesmas lógicas.”

Barbero acrescenta que “a organização financeira da primeira loja é crucial para identificar a real rentabilidade.”

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