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07/02/2019 | Com ajuste, renda pode crescer 66% até 2030 - Valor Econômico

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro pode crescer 66% até 2030, mas para isso é necessário que o país reequilibre as contas públicas e dê início a um ciclo de aumento dos investimentos e da produtividade. A análise é da equipe econômica do Bank of America Merrill Lynch (BofA) em um amplo relatório em que discute as perspectivas para o país nos próximos anos. "O Brasil tem condições de caminhar para uma maior estabilidade macroeconômica, mas obviamente isso exige reformas estruturais", diz David Beker, chefe de economia e estratégia do BofA no país. 

Para a instituição financeira, há espaço para o PIB per capita passar dos US$ 8.976 do ano passado para US$ 14.943 em 2030. Entre 2007 e 2017, o PIB per capita havia crescido 30%, ao passar de US$ 7.503 para US$ 9.830. A medida é feita na moeda americana para facilitar o cálculo. Esse cenário leva em conta um crescimento do PIB potencial para 2,5% "nos próximos anos". Entre 2007 e 2017, a expansão média anual foi de 2%. O banco também parte de outros pressupostos, como a permanência da inflação na meta durante toda a próxima década. A primeira das mudanças necessárias para o salto na atividade, de acordo com Beker, é a aprovação de uma reforma da Previdência que ajude a equilibrar as contas públicas. No entanto, em um momento de debates dentro do próprio governo federal a respeito de qual reforma deve ser apresentada ao Congresso, ele faz a ressalva de que não existe uma proposta "perfeita". 

Além disso, o maior crescimento do PIB exigiria uma série de outras mudanças, que apresentariam resultados em ritmos diferentes. Um número maior de privatizações e concessões, combinado com regras mais estáveis para o setor privado, ajudaria a elevar os investimentos, por exemplo. A instituição financeira lembra que os investimentos caíram de 21,8% do PIB em 2010 para 15,5% em 2017. Já a melhora da educação, a aprovação de uma reforma tributária e a adoção de medidas microeconômicas, como a diminuição do tempo de abertura e fechamento de empresas, serviriam para aumentar a produtividade.

O banco também diz que é "crucial" que em prazos mais longos a indústria recupere a participação perdida durante os últimos anos na economia, "de maneira a estimular a produtividade e aumentar o PIB potencial". Um fator que beneficiará a economia brasileira são os 9 milhões de pessoas que devem se juntar ao contingente de pessoas na idade de trabalhar (dos 15 aos 64 anos) na próxima década. Isso representaria um crescimento de 4% desse grupo, levando o número de brasileiros nessa faixa etária para 152 milhões de pessoas (ou 68% da população) em 2029. O maior crescimento da economia também traria benefícios para as contas públicas. Nos cálculos de Beker, cada 1 ponto percentual (p.p) de expansão da atividade eleva a arrecadação em 1,2 p.p. do PIB. Ainda na área fiscal, o banco traça diversos cenários para as privatizações prometidas pelo governo, com o objetivo de mostrar os impactos positivos dessas medidas para os cofres públicos. A hipótese mais otimista, com chance na prática nula de se concretizar e usada apenas para ilustrar o potencial das privatizações, leva em conta a venda de todas 144 companhias sob o comando do governo federal. Neste cenário, a arrecadação seria de R$ 802 bilhões, conforme cálculos do Tesouro.

Esse valor seria suficiente para que a dívida bruta caísse 12,6 p.p. do PIB em quatro anos, de acordo com o BofA. Isso significa que a dívida bruta sairia dos 77,3% do PIB registrados em novembro do ano passado para algo em torno de 65% do PIB no fim de 2022. "Seria um ganho fenomenal", afirma. Um recuo dessa magnitude pode ser explicado em primeiro lugar porque as receitas de privatizações são usadas exclusivamente para abater a dívida. Mas, em um segundo momento, o governo pagaria juros mais baixos justamente devido à dívida menor, reforçando o cenário fiscal mais favorável. "Na hora em que você reduz a dívida, obviamente reduz também a despesa futura com juros", diz Beker. Em uma hipótese intermediária, que leva em conta a participação do governo federal nas maiores empresas da lista, a arrecadação seria de R$ 312 bilhões e a queda na dívida bruta em relação ao PIB seria de 4,9 p.p. depois de quatro anos. Já considerando "somente os projetos com aprovação relativamente fácil no Congresso", as privatizações renderiam R$ 53 bilhões, levando a uma queda de 0,8 p.p. da dívida bruta na comparação com o PIB após quatro anos.

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