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06/02/2019 | Bancos têm primeiro crescimento no crédito em 3 anos - Valor Econômico

Os maiores bancos privados do país vislumbram para este ano um mercado de crédito muito mais aquecido, com projeções de crescimento de mais de 10% para as carteiras. É um salto em relação a um 2018 que já não foi de todo ruim. No ano passado, o estoque combinado de empréstimos e financiamentos de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander aumentou 5,5% e alcançou R$ 1,555 trilhão. Foi o primeiro crescimento depois de três anos. Dono da maior carteira de crédito entre os bancos privados, o Itaú prevê crescimento de 8% a 11% no saldo de operações em 2019. A instituição fechou dezembro com R$ 636,9 bilhões em carteira, o que equivale a uma alta anual de 6,1%.

A expansão, no entanto, teria sido de apenas 3,6% se descontados os efeitos da variação cambial - o banco tem operações relevantes em outros países da América Latina. O presidente do Itaú, Candido Bracher, disse que o banco está com "planos vigorosos" para o crédito, apoiado especialmente nas linhas para pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas. Ele afirmou também que a instituição está com mais disposição para oferecer linhas de risco maior, como empréstimos sem garantia. O tom mais otimista nesta temporada de balanços, porém, veio do Bradesco. O banco da Cidade de Deus (SP) sinalizou para o mercado um crescimento de 9% a 13% em sua carteira de crédito neste ano, patamar que não alcança pelo menos desde 2013. "Estamos trocando um ciclo de recessão por um ciclo de recuperação e agora vamos iniciar um ciclo benigno de crescimento", resumiu o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr. O volume de empréstimos e financiamentos do banco já cresceu 7,8% no ano passado, para R$ 531,6 bilhões.

O Bradesco avançou inclusive no segmento de grandes empresas, que ainda não se recuperou totalmente da crise e tem migrado parcialmente para o mercado de capitais. O Santander não divulga projeções, mas o vice-presidente de finanças, Angel Santodomingo, disse a analistas que o banco vai continuar crescendo mais forte que o mercado. O presidente da instituição no Brasil, Sergio Rial, acrescentou que há potencial para um aumento de "dois dígitos" na receita (incluindo crédito e serviços) neste ano. Como se recuperou mais cedo que os concorrentes do ciclo de inadimplência dos últimos anos, o Santander costuma ser visto como uma prévia do que pode acontecer com o mercado. A carteira de crédito do banco cresceu 11,2% no ano passado, para R$ 386,7 bilhões. O otimismo dos bancos leva em conta um cenário de crescimento econômico, estabilidade política e, acima de tudo, aprovação da reforma da Previdência. "A expectativa é que a reforma da Previdência aconteça no primeiro trimestre e que as privatizações comecem no primeiro semestre. Se isso acontecer, haverá um crescimento mais acelerado do crédito já no primeiro semestre para as grandes empresas", afirmou Lazari. 

Bracher, por sua vez, ressaltou que a situação é binária. Segundo ele, o Brasil poderá ter anos de crescimento sustentável se os ajustes forem aprovados, ou enfrentará grande frustração caso a reforma não siga adiante. Outra questão que ficou evidente nos balanços do quarto trimestre foi a decisão estratégica de queimar margens para defender "market share" no mercado de credenciamento de cartões. Com isso, os bancos tentam preservar o mercado de financiamentos a micro, pequenas e médias empresas lastreado em recebíveis de cartões de crédito. As companhias de menor porte têm sido um dos motores da retomada das carteiras das instituições financeiras, e pagam spreads mais altos que as grandes companhias.

As credenciadoras dos bancos, que são tradicionalmente um ponto de contato entre as instituições financeiras e os lojistas, vêm perdendo espaço para concorrentes como Stone e PagSeguro. A Cielo, controlada pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil, reduziu para uma faixa entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões a previsão de lucro líquido em 2019. Por conta disso, o Bradesco informou esperar uma pressão na receita com prestação de serviços neste ano. O Itaú, controlador da Rede, atribuiu a investimentos nas áreas de credenciamento de cartões e seguros o aumento de 5% das despesas operacionais do banco no ano passado. Segundo Bracher, a instituição optou por estancar a perda de participação de segmento de adquirência. 

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