• Pontaria Novo Governo
  • BOLETOS ON-LINE
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018

04/02/2019 | MPT e Vale negociam indenizações - Valor Econômico

O Ministério Público do Trabalho (MPT) tenta costurar um acordo com a Vale para que a empresa pague antecipadamente parte da indenização devida a cada uma das famílias que perdeu parentes na tragédia ocorrida na cidade de Brumadinho (MG), há pouco mais de uma semana. A antecipação é um dos pontos que os procuradores pretendem incluir no termo de ajustamento de conduta (TAC) que deve ser apresentado na quarta-feira à direção da empresa. O valor da antecipação ainda precisa ser discutido, mas uma das propostas defendidas por sindicatos que representam trabalhadores da Vale é que cada família receba R$ 500 mil imediatamente. A proposta com esse e outros valores foi levada no sábado à empresa pelo MPT. "A resposta foi negativa", afirmou Elaine Nasssif, procuradora que integra a equipe do MPT que lida com o caso. 

Os R$ 500 mil têm como referência outra tragédia mineira, ocorrida em 2015, quando a barragem de Fundão, da mineradora Samarco, na cidade de Mariana (MG) ruiu, matando 19 pessoas. O valor total da indenização a cada uma das famílias que perdeu parentes naquele ano chega a R$ 2 milhões. O número de mortos em Brumadinho, com a queda da barragem de rejeito de minério de ferro da mina do Córrego do Feijão, pode chegar a 350. Ontem, bombeiros e socorristas continuavam as buscas por corpos no meio da lama que desfigurou a zona rural da cidade. Segundo a assessoria dos Bombeiros de Minas Gerais, os números divulgados até sábado são 121 mortos e 226 desaparecidos. A próxima atualização será feita hoje. "Vamos elaborar esta semana uma nova proposta para a Vale, que deve ser apresentada na quarta-feira", disse Elaine. A ideia é que as famílias vítimas da barragem do Feijão recebam sua indenização - ainda que uma parte dela - num prazo mais curto do que as de Mariana. 

A Vale está ofertando a título de doação R$ 100 mil para cada família quer perdeu parentes em Brumadinho. A empresa diz que não se trata de parte de indenização e o MPT reafirma que essa á uma decisão espontânea da companhia, que, de fato, não tem relação com um futuro TAC. Os procuradores querem incluir nesse TAC outros pontos além do adiantamento. São eles: estabilidade de emprego por um período a definir dos funcionários sobreviventes, proibição para que eles sejam transferidos, pagamento do abono salarial e manutenção do plano de saúde para os familiares dos que morreram ou estão desaparecidos. Para os procuradores, a estabilidade não apenas daria um pouco de tranquilidade aos trabalhadores sob trauma, mas também ajudariam as investigações.

Ontem, no centro de Brumadinho, procuradores do MPT ouviram funcionários da unidade da Vale destruída pela tragédia. "A maioria ficou com receio de falar porque não tem estabilidade de emprego", disse Elaine. "O temor é bastante justificável porque há sempre uma vigilância sobre esses atores; a pessoa já tem temor de ser despedida quando nada está acontecendo, imagina uma situação dessas em que o funcionário possa revelar fatos que venham a comprometer ainda mais a empresa", acrescentou a procuradora. Na audiência de ontem, os cerca de 20 trabalhadores que se dispuseram a falar com os procuradores repetiram que acreditavam na estabilidade da barragem. Mais: disseram que ninguém tinha receio de ir para o refeitório, que ficava num ponto abaixo da barragem que ruiu. O refeitório acabou engolido pela lama. Os procuradores também ouviram que, para os funcionários, não estavam claras as rotas de fuga e o treinamento para o caso de rompimento da barragem não foi suficiente. A Vale diz que as rotas de fuga estavam de acordo com seu plano de ação de emergências e houve um treinamento com funcionários em outubro. 

 

Fatos e Notícias

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02