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01/02/2019 | Desemprego vai a 11,6% e deve manter queda lenta este ano - Valor Econômico

O mercado de trabalho avançou muito lentamente em 2018, com leve queda no desemprego e piora generalizada da qualidade das vagas geradas devido ao ritmo frustrante da economia. A taxa de desocupação ficou em 11,6% no quarto trimestre do ano passado, apenas 0,2 ponto percentual a menos do que um ano antes, segundo a Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média do ano, a taxa também andou pouco, caindo de 12,7% para 12,3%. Pelos cálculos dessazonalizados, a dinâmica é ainda mais desfavorável porque houve aumento do desemprego no fim do ano passado. De acordo com o Itaú, a taxa subiu 0,23 ponto percentual no quarto trimestre de 2018, para 12,2%, ante o período imediatamente anterior. Como a retomada da economia ainda será gradual em 2019, com ganho de tração provavelmente só a partir do segundo semestre, a absorção de trabalhadores que migraram para empregos sem carteira ou desistiram de procurar uma vaga ainda será lenta. Para o Banco MUFG Brasil, por exemplo, a taxa de desemprego vai voltar a um dígito (9,5%) somente no fim de 2020.

Além disso, os estragos deixados pela última recessão vão coibir uma melhora mais rápida e substancial do emprego. Do quarto trimestre de 2017 ao mesmo período do ano passado, por exemplo, apenas 116 mil pessoas deixaram a população desocupada, número que é considerado apenas estabilidade pela metologia do IBGE. A comparação com os dados de 2014, antes da crise e quando o desemprego atingiu mínimas históricas, também deixa evidente a mudança estrutural do mercado. O país tem hoje 12,8 milhões de desocupados, quase o dobro do que há quatro anos, ou 6,1 milhões de pessoas a mais. "Você tem aí uma população de desempregados que reduz em relação ao ano anterior [queda de 3% ante a média de 2017], mas que ainda é 90,3% superior à de 2014", afirma o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. Azeredo também destaca a mudança de perfil do emprego ao longo dos últimos anos. De acordo com a Pnad Contínua, um quarto da população ocupada trabalha hoje por conta própria, o equivalente a 23,3 milhões de pessoas. Em relação a 2014, o número cresceu 9,6%. "Ou seja, as 894 mil vagas de emprego criadas no último ano foram puxadas exclusivamente por aqueles que trabalham no setor informal (+427 mil) e por conta própria (+650 mil)", destacou, em relatório, Alberto Ramos, economista para a América Latina do Goldman Sachs.

Nesse período, 3,7 milhões de pessoas deixaram de ter carteira assinada no setor privado - hoje, o grupo dos formalizados soma quase 33 milhões, distante do recorde de 36,6 milhões em 2014. "Tem uma mudança na estrutura do mercado. Em termos de carteira de trabalho, não houve avanço algum desde 2014, quando começou a crise", afirmou Azeredo, do IBGE. De maneira inversa, o total de trabalhadores no setor privado sem carteira assinada atingiu 11,2 milhões na média de 2018, o maior valor da série histórica da Pnad Contínua. Como a taxa de desemprego pouco se moveu no ano passado, alguns dados complementares dão a dimensão da situação do trabalhador brasileiro. Na média de 2018, 6,6 milhões estavam subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, 11,1% superior ao observado na média de 2017 e 45,7% maior do que foi registrado em 2014. Outro dado preocupante é o número de pessoas desalentadas, ou seja, que desistiram de procurar emprego.

A média de desalentados somou 4,7 milhões em 2018, o maior número da série, com alta de 13,4% em relação a 2017 e 209,1% ante 2014. Essa situação acontece com aqueles que se consideram inexperientes, muito jovens ou idosos para uma vaga ou não acharam que encontrariam trabalho. "Tivemos um ano de 2018 com mais população ocupada, com menos população desocupada, mas um ano com bastante informalidade e medidas como subocupação e desalento batendo recorde, o que coloca o mercado de trabalho de 2018 em uma situação ainda bastante desfavorável", resumiu Azeredo. Para Renan Pieri, professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), é justamente esse cenário que vai dificultar uma reação significativa da taxa desemprego. "Hoje nós temos um exército de desalentados e, conforme os empregos voltem a ser gerados, esse público vai engrossar o caldo de desempregados, limitando a queda da taxa", afirma Pieri. Com a alta ociosidade no mercado de trabalho, o rendimento médio real ficou estatisticamente estável no quarto trimestre de 2018 ante os três meses anteriores ao crescer apenas 0,8%, a R$ 2.237.

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