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30/01/2019 | Universidade corporativa se adapta aos novos tempos - Valor Econômico

Nascidas na década de 1970 nos Estados Unidos, as universidades corporativas desembarcaram no Brasil nos anos 90. Naquela primeira década, eram apenas dez em atuação. Mas, nos anos 2000, chegaram a 250 e hoje ocupam papel de destaque na formação de executivos, até mesmo nas médias empresas. A expansão tem ligação direta com o aumento da velocidade da informação, o avanço da tecnologia e a globalização da economia, que exigem das empresas mais competitividade e produtividade. O novo cenário acendeu um sinal de alerta para as companhias de todos os portes - quem não investir na formação continuada de seus colaboradores tende a perder mercado rapidamente. "O século XXI trouxe novas demandas, escassez de tempo e uma necessidade de transformação dos profissionais, que hoje têm de somar habilidades técnicas e comportamentais", afirma Rodrigo Pimentel, diretor do Affero Lab, especializado em educação corporativa.

Se hoje as universidades corporativas já estão disseminadas, agora o desafio é incorporar recursos adequados aos tempos atuais. "É preciso diversificar o ensino dentro das empresas com conteúdos mais enxutos e assertivos. Não dá mais para exibir vídeos de dez minutos, o aceitável é de no máximo três. Tudo, é claro, na palma da mão, para ser acessado de qualquer lugar e a qualquer hora", afirma Pimentel. Com 30 mil funcionários e presente em 68 países, a NCR, especializada em tecnologia para o varejo, se adaptou aos novos tempos. Raquel Sobrinho, gerente de recursos humanos (RH) da empresa, conta que a Universidade Corporativa NCR adotou novos recursos, como cursos de pequena duração, vídeos, palestras e tutoriais que podem ser acessados pelo tablet ou celular. A evolução também visou a maior interação com os alunos, para despertar o interesse pelo aprendizado. Colocar as pessoas no centro do aprendizado também foi a proposta da Academia Santander, que visa ser uma alavanca de transformação cultural do banco. "Não se trata de teoria, mas de um grande desafio que tem como meta desenvolver pessoas para que elas ajudem a repensar o jeito de ser e fazer banco", diz Ricardo Gomes de Oliveira, superintendente de RH.

A Academia Santander oferece acesso on-line a qualquer hora a conteúdos técnicos, de gestão e comportamento, além de treinamentos presenciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Antes do treinamento prático presencial em salas de aula e laboratórios, os funcionários têm de estudar o conteúdo de forma digital. Cerca de 80% das ações de aprendizagem são orientadas por facilitadores treinados em casa. No ano passado, 94% dos 47 mil funcionários do Brasil participaram de algum tipo de aprendizagem na academia. A boa experiência fez com que o modelo fosse exportado para o Santander no México. E, a partir deste ano, para a Argentina e a Espanha. Para Othon Almeida, líder de desenvolvimento de mercado da Deloitte no Brasil, o maior desafio das universidades corporativas ainda é trazer as pessoas para o ambiente de aprendizagem. "Fazer com que o funcionário das mais diversas áreas olhe o treinamento como um benefício para o futuro e não como obrigação ainda exige esforço por parte das companhias", diz. "Daí a necessidade de se treinar não apenas a parte prática, mas também a comportamental."

É o que faz o Grupo Pearson, líder no mercado de educação, presente em 70 países e responsável no Brasil pelas redes Wizard, Yázigi e Skill. A universidade corporativa do grupo trabalha o treinamento em diversas frentes: processo, gestão, inovação e comportamento. "Durante muito tempo, acreditou-se que a melhor forma de entregar o conteúdo seria 100% a distância", diz Juliano Costa, vice-presidente de Educação da Pearson. "Mas, o nível de engajamento ficava aquém do desejado". A saída encontrada foi diversificar a oferta com cursos 100% online, presenciais e híbridos. O tempo de duração também varia e cabe ao funcionário escolher o que melhor se adapta às suas necessidades. "A liberação de uma hora de trabalho toda sexta-feira para estudo também surtiu bons resultados. Em algumas redes, o acesso mensal foi superior a 300 mil", afirma. "Flexibilidade é a palavra-chave do século XXI", diz.

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