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23/01/2019 | Ganho real de salário avança em dezembro, mas semestre é fraco - Valor Econômico

Após um primeiro semestre com aumentos em torno de 1%, os reajustes reais de salários negociados entre sindicatos de trabalhadores e empresas caíram para próximo de zero na segunda metade do ano passado. A inflação mais alta depois da greve dos caminhoneiros absorveu boa parte desses reajustes. A frustração com a retomada da economia também contribuiu.

Em dezembro, a mediana dos reajustes foi de 0,4%, o maior percentual do segundo semestre. No primeiro, a maior taxa ocorreu em junho, um aumento de 1,2%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como base dos reajustes, que acumulava alta de apenas 2,1% nos 12 meses encerrados em janeiro do ano passado, subiu a 3,5% em julho, 4% em outubro, para terminar 2018 com alta de 3,4%.

Cerca de 80% dos reajustes salariais negociados em 2018 ficaram acima da inflação, taxa próxima da registrada em 2017, quando a taxa foi de 78,8%. Na divisão por setores, comércio e agropecuária tiveram reajustes reais de 0,69% no ano, enquanto na construção civil a variação foi maior (1,03%). No setor de serviços, a variação foi de 1,31% em bancos e serviços financeiros a 0,01% na reparação de eletrodomésticos. Entre os segmentos industriais, destaques para metalurgia, em que o reajuste mediano foi de 1%, alimentícia, de 0,44%, e têxtil, 0,19%. O segmento com maior reajuste real foi o de feiras e eventos (2,94%).

Foram dois semestres muito diferentes. No primeiro, inflação pequena com ganhos reais grandes. No segundo, a inflação subiu e os ganhos reais minguaram", diz o economista e professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Helio Zylberstajn, coordenador do Salariômetro.

Um dado que chama atenção no balanço do ano é que as contribuições para sindicatos foram o terceiro item mais frequente nas negociações de convenções e acordos coletivos (presente em 50% das negociações), perdendo apenas para reajuste (56,3%) e piso salarial (52,3%). É um efeito da reforma trabalhista, que extinguiu a contribuição sindical, o que fez com que as entidades tivessem que buscar uma forma de financiamento.

Em 2018, o número de negociações concluídas caiu 22%, segundo o Salariômetro, também um efeito da reforma, que contribuiu para aumentar travar as conversas entre empresas e trabalhadores na negociação de cláusulas dos acordos e convenções. Nos primeiros meses do ano, a queda chegou a 40%, e Zylberstajn atribui a desaceleração no fim do ano a uma maior concordância entre as partes com relação à ultratividade também maior concordância entre as partes com relação à ultratividade, também extinta pela reforma, em que as cláusulas acordadas continuavam válidas ao fim do acordo, até que fossem substituídas por outras. "Essa era uma das duas grandes fontes de impasse", afirma.

A segunda fonte de discórdia permanece e é justamente a contribuição sindical, que para ele continua "mal resolvida". "De um lado, a reforma eliminou a contribuição, mas de outro manteve a obrigação de os sindicatos representarem suas categorias", diz. As soluções que as entidades têm lançado mão para sobreviver são as mais variadas, segundo ele, mas o problema persistirá.

Quanto a 2019, salvo imprevistos, Zylberstajn vê pouco espaço para aumentos reais no primeiro semestre, que deve registrar inflação mais alta. O início da segunda metade do ano, que geralmente tem inflação mais baixa deve permitir reajustes maiores, justamente o contrário do que ocorreu no ano passado.

 

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