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26/11/2018 | 2019: uma janela de oportunidades para o setor de Serviços

Sindeprestem reuniu empresários para definição de agenda junto ao novo governo, que já sinalizou importantes mudanças nas áreas de tributação e emprego

 

Reforma tributária, custo da mão de obra brasileira, competitividade, reestruturação do modelo sindical, ações pró-emprego e aproximação com a área de Recursos Humanos dos tomadores de serviços foram alguns dos temas discutidos pelos empresários na reunião promovida pelo Sindeprestem no dia 13 de novembro último, em São Paulo. As propostas e sugestões apresentadas durante o encontro servirão como base para a elaboração do planejamento estratégico de 2019.

As possíveis mudanças na área do Trabalho anunciadas, assim como as propostas de reforma tributária em análise pela equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, servem de alento ao setor de Serviços e ao mesmo tempo preocupam. As decisões do novo governo terão impacto direto nas empresas de Prestação de Serviços Especializados e de Trabalho Temporário. “Estamos vivendo uma nova era. É a hora de mostrar as reivindicações de um setor organizado que somos e definir como será a atuação diante do cenário político e econômico”, disse Vander Morales, presidente do Sindeprestem.

O consultor político Gaudêncio Torquato avaliou o cenário político pós-eleitoral e apontou a vitória de Jair Bolsonaro nas urnas como sendo o fim de um ciclo e início de outro. “Acaba a política nos velhos modelos. Assume um Governo liberal na economia e conservador nos costumes”.  Torquato recomendou reforçar a articulação política no Congresso, pois mesmo com a aprovação da lei da Terceirização e reforma trabalhista as oposições farão de tudo para voltar a ter força.

João Diniz, diretor jurídico do Sindeprestem e também presidente da Cebrasse, relatou o encontro recente das entidades representativas do setor de Serviços com Marcos Cintra, economista que integra a equipe de transição de Bolsonaro. Segundo Diniz, uma das possibilidades mencionadas por Cintra consiste na retirada de 20% do INSS da folha de pagamentos, mais 7% do sistema S. Outro passo que está sendo estudado para a Reforma Tributária é a criação de uma nova contribuição, o Imposto Único Federal (IUF), que englobaria todos os impostos federais em substituição aos já existentes com o objetivo de aumentar a base de arrecadação, reduzir sonegação e diminuir o percentual de imposto. “Por enquanto são apenas propostas, mas seria importante o setor de Serviços, o mais pujante da economia e o que mais emprega, apoiar e expor as vantagens da adoção dessas medidas, como o combate à informalidade”.

Trabalho Temporário

            O coordenador da Câmara de Trabalho Temporário do Sindeprestem, Fernando Medina, lembrou da necessidade de diferenciar e exaltar as vantagens do Trabalho Temporário em períodos além dos picos de contratação sazonais, como Natal e e Páscoa, destacando essa modalidade como estratégica para o tomador de serviços. “Devemos pensar em um planejamento com frentes distintas, mostrando cada vez mais a força e o papel das empresas de Trabalho Temporário, fortalecendo e ampliando a imagem positiva do setor”.

            A advogada Wilma Dias destacou a necessidade de diferenciação entre o Trabalho Temporário o o trabalho intermitente, recém incluído na reforma trabalhista. Edmilson Formentini, diretor administrativo-financeiro do Sindeprestem concordou: “precisamos divulgar o Trabalho Temporário como opção para outras situações. Temos uma grande oportunidade de contribuir com o governo, gerar empregos e melhorar os nossos  negócios, por isso precisamos muito mais da participação dos empresários nessa Casa”.

            Fernando Calvet, vice-presidente do Sindeprestem, destacou o fato de que nos países do primeiro mundo existe apenas o social security (semelhante ao INSS) e o imposto de renda, sem o peso dos demais impostos. “É a oportunidade desse novo governo rever preconceitos e mostrar o custo do Trabalho no Brasil, algo que afasta o investidor externo. O trabalho do futuro está muito mais pautado na formação da mão de obra e responsabilidade do empresário sobre o emprego”.

            Para Jan Wiegerinck, conselheiro e ex-presidente do Sindeprestem, o Trabalho Temporário deve ser visto como uma alternativa ao desemprego, que no Brasil contabiliza 12,5 milhões de pessoas. “O nosso plano de ação deve ser feito em pedaços, reconhecendo quem são os parceiros e os opositores. As oportunidades são muitas”, disse.

Novos caminhos

            A reforma trabalhista modificou substancialmente o modelo sindical praticado, sendo a não obrigatoriedade do pagamento da contribuição a principal mudança. Na avaliação de Lívio Giosa, presidente do Cenam (Centro Nacional de Modernização), o momento pede ações estratégicas e uma quebra absoluta de paradigmas. “Para recuperar associados, conquistar novos e fidelizar os que permaneceram, o Sindicato precisará concentrar sua gestão no tripé: ação política, gestão interna e relações com o mercado”.

            A relevância do Sindicato para as empresas foi consenso entre os participantes, que sugeriram a criação de um selo de certificação para enaltecer as empresas idôneas, pacote de benefícios para associados, planilha de composição de preços, incremento da comunicação com o mercado e a criação de grupos técnicos para levar adiante todas as propostas apresentadas.

            Sérgio Salomão, diretor suplente do Sindeprestem, opinou sobre a reforma tributária na Prestação de Serviços. “Os empresários precisam se unir e apontar quais são os entraves ao crescimento de suas empresas. O novo governo precisa eliminar as amarras tributárias”. Além disso, Salomão falou sobre a concorrência desigual nas licitações. A advogada e consultora jurídica Wilma Dias sugeriu estudar e inserir nos editais de licitação alguns requisitos como alternativa para apurar o mercado.

            Para Waldemar Pellegrino Junior, suplente do Conselho Fiscal, a criação de Câmaras Setoriais com a participação de representantes de cada um dos segmentos é fundamental. “Com um trabalho conjunto teremos inovação e evolução, o que resultará em um pacote de benefícios melhor e aumento da visibilidade”.

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