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10/12/2018 | Palavra do Presidente - Desafios de um novo Brasil

DESAFIOS DE UM NOVO BRASIL

Vander morales

A equipe econômica convocada para o governo que assume em janeiro começa a mudar a direção dos ventos. Um sopro de liberdade já se esboça no cenário confuso da nossa economia. Já era mesmo tempo de clarear o horizonte nebuloso que por tantos anos fechou as portas para a livre iniciativa, sufocou a força criativa dos empresários, impediu assim o crescimento das empresas e acabou provocando essa tragédia brasileira de mais de doze milhões de desempregados.

Esta abertura anima a economia brasileira e reabre as portas para que investidores nacionais e estrangeiros venham em busca de novos negócios em todos os setores, o que significa mais competitividade e esperança de melhor qualidade de vida para toda a nossa sociedade. Pois é assim que funcionam as economias maduras de países civilizados, livres de amarras e intervenções governamentais indevidas. É próprio da democracia.

O desenvolvimento nacional foi dificultado por um viés político hostil à livre iniciativa nos últimos anos. E tudo muda quando se concretiza agora a volta do pensamento liberal no comando do País

Mas, como sabemos todos, não se muda de uma hora para outra a economia de um país da grandeza do Brasil. Há de se romper barreiras, como as ideológicas que ainda infestam a máquina estatal, reduzir a intragável burocracia e estabelecer novos parâmetros para que possamos retomar a trilha do desenvolvimento.

É um processo lento e forrado de desafios para todos. Não basta jogar um copo de água fora e enchê-lo de bom vinho. Imaginem, por exemplo, o desafio do novo governo se quiser enfrentar e eliminar os privilégios do funcionalismo público. Há uma montanha de pedras a remover, todas com direito adquirido, estabilidade no emprego e uma aposentadoria de fazer chorar os aposentados do setor privado. 

Para nós, empresários, um grande desafio é a falta de qualificação dos trabalhadores, aliada a um conceito de profissionalismo que não contempla o lucro. A formação escolar nos últimos anos estimulou uma geração com cultura anticapitalista, fruto daquela política hostil ao capital privado. Esta geração com a qual lidamos hoje aprendeu a cobrar direitos, mas os deveres foram ignorados na liturgia das aulas. Será um processo longo esse de mudar a mentalidade para um ensino estritamente técnico, no qual direitos e deveres tenham o mesmo peso na balança. Enfim, que os trabalhadores compreendam a grande importância de sua missão na construção do bem-estar de todos e na geração de novos empregos. 

Mas a formação profissional é apenas um dado do grande enigma da estrutura de nosso desenvolvimento. O novo governo deve seguir na sua determinação de fazer as reformas da Previdência e tributária e simplificar a vida das empresas, pois só elas podem criar empregos formais e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.

As reformas em análise são vitais. A da Previdência é urgentíssima, pois o futuro do País está seriamente comprometido com o rombo aberto nas contas públicas. Muitos países entraram em estado de quase falência por causa desse problema, como a Grécia. Esperamos não chegar àquele ponto.

A reforma tributária é inadiável. Fala-se muito em trocar cinco ou seis impostos pelo IVA – Imposto sobre o Valor Agregado. Sem dúvida vai reduzir a burocracia, mas talvez não resolva o grande gargalo da maior carga tributária do planeta, que recai justamente sobre as empresas.

Essa sempre foi e continuará sendo uma das principais bandeiras de nossas entidades, do Sindeprestem e da Fenaserhtt. Tão importante quanto as lutas que nos levaram às vitórias na regulamentação da Terceirização e da reforma trabalhista.

Os valores desviados dos cofres públicos pela corrupção ou pela incompetência dos gestores provam que não precisamos de mais impostos e sim do melhor uso deles. A sociedade deve cobrar isso.

Precisamos combater o jeitinho, o toma lá dá cá e outras formas de se fazer licitações e negócios escusos na esfera privada. Precisamos de um choque de decência nos negócios públicos e privados. O novo governo foi eleito com expectativa de mudanças. Sem reformas a economia não reage e o emprego fica na saudade.

E não queremos viver de saudades. Queremos um futuro próspero, que todos os brasileiros merecem.

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